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20 anos de Pokemon, são tantas emoções…

Há 20 anos, em um dia muito comum como este lá no Japão, dois jogos eram lançados para Game Boy. Mas que estranho, dois jogos com o mesmo título? Um […]

Há 20 anos, em um dia muito comum como este lá no Japão, dois jogos eram lançados para Game Boy. Mas que estranho, dois jogos com o mesmo título? Um verde e um vermelho? Que diabos é isso? Deve ser assim que a maioria dos japoneses se pegaram pensando quando viram aquilo. Um jogo de RPG em que os “protagonistas” eram os monstros da sua equipe. Algo bem diferente do que estávamos acostumados a ver.

Eu quero que este artigo não seja exatamente uma review sobre o anime/mangá/jogo, seja lá qual mídia for. Este artigo será uma ode aos sentimentos (os meus), à aventura pokémon em si…

Qual foi seu primeiro contato com os jogos de pokémon? Conta aí para gente! O meu foi na época do Game Boy mesmo. Mas não o console. Aproveitem a deixa e ouçam o ZONECAST #17 – POKÉMON — TEMOS QUE MATAR… OPA, PEGAR! É o nosso podcast sobre o assunto e o último lançado.

Primeiro contato que tive foi com o emulador. Era o primeiro que tinha saído, o mais basicão possível. Se não me engano a interface dele era em DOS, ou algo assim. Como eu também não tinha computador, íamos até a casa de um amigo nosso. Aquilo tudo era fascinante. Os pokémons, a aventura… Tudo! Me peguei apaixonado pelo jogo.

Tela de abertura e uma parte da cidade.

Tela de abertura e uma parte da cidade.

Até ia ganhar um Game Boy na época do Red e Blue, mas acabou não dando muito certo. O primeiro jogo que pude ter a experiência de saborear em um console foi a versão Gold. No intervalo da escola eu só tinha olhos para o jogo. Nada mais. Tanto é que na camisa de formatura da oitava série meu apelido acabou saindo como “Pokémon”.

Confesso que as gerações seguintes eu pulei. Não joguei os de Game Boy Advance e os de Nintendo DS. Os de Game Boy Advance foi por puro desânimo mesmo, afinal já haviam os emuladores. Os de DS eu não tive acesso ao console e meu computador na época rodava extremamente lento os jogos. Vai entender.

O anime também foi aquela febre sensacional. Passava no programa da Eliana na Record e foi aquele fenômeno que todos vimos. Um dos fatores que acho que deu muito certo foi misturar anime e o jogo. Eu particularmente sempre esperava ver algum pokémon que já tinha visto no jogo aparecer no anime. Me pegava pensando “Será que ele é tão forte como é no meu time?”. À medida que o anime ia avançando e o Ash ia coletando as insígnias, minha ansiedade só aumentava, pois a tão falada Liga Pokémon estava chegando. Era o maior torneio do mundo! E poxa, eu sempre pensava que assim que o Ash ganhasse a Liga ele teria de enfrentar os temidos treinadores da Elite dos Quatro. Como eu era inocente, meu Deus (hahaha).

E chegou o fatídico dia da Liga. Ash chegou até o Planalto Índigo com alguns pokémons evoluídos, outros não. Achava estranho aquilo. Ele não teria como ganhar com aquele time tão básico. Mas ele era o protagonista.

Cidade de Pallet e suas duas únicas casas.

Cidade de Pallet e suas duas únicas casas.

E aí ele perde! Poxa, mas como assim? E a Elite dos Quatro? Eu, no alto da minha inocência achei que o anime acabaria ali mesmo e tudo. Ledo engano meu. O anime está aí firme até hoje, já com mais de quinze temporadas, mas eu particularmente parei de assistir depois do fim do arco Johto. Sei lá, desanimei de assistir. Na época queria que o Ash ganhasse a Liga e tal, mas depois vi que o anime nada mais é do que uma forma de divulgar os jogos. Entendi e simplesmente esqueci dele. Nunca mais vi um episódio, um filme… Nada. Ah, depois fizeram aqueles OVAS sensacionais, contando a história do Red e tal. Esse eu recomendo bastante. Sobre o filme no cinema eu nem preciso comentar muito. Sucesso também. Lembro que você ganhava um card do TCG ao comprar um ingresso. Ainda tenho o TCG. Eu tive pelo menos um item de cada coleção que saiu aqui. Seja aquele caçulinha do refrigerante ou as cartinhas dos salgadinhos. UAU!

E aí conheci o mangá. A coisa mudou de figura. Achei/acho o mangá fantástico. Mais tarde farei uma análise somente do mangá/jogo. É legal você poder ver as aventuras de vários treinadores, não ficando só no Ash.

Voltando aos jogos, eu acho que o meu ápice até então tinha sido as versões Gold/Silver/Crystal. Novos pokémons, novas aventuras… Pronto. Terminei mais um jogo, mas o professor nos dá o recado: “Vá para o outro continente”. Como assim? Bum! Minha cabeça explodiu. Eu iria revisitar aquele primeiro continente! Joguei, joguei e joguei…

E, depois de toda essa aventura, você pegar 16 insígnias, derrotar a equipe rocket e viajar por dois continentes, te liberam o acesso ao Monte Silver, o desafio final do jogo. Depois de subir, subir e subir, há alguém no topo! Ao abordá-lo seu texto não tem nenhuma fala aparente, apenas reticências, um sincero “…”. Quando a tela muda, você descobre que o último desafio do jogo é ninguém mais, ninguém menos que RED! Sim! O treinador dos primeiros jogos! E essa batalha faz jus ao fato de ser a “Final Battle” do jogo. Red está extremamente apelão! Seus pokémons estão bem fortes e habilidosos, tais como aquele maldito Pikachu level 81. Só fui ressentir essa emoção depois que joguei a versão Black 2.

Treinar a Magikarpa para ela evoluir era um martírio, mas a recompensa vinha.

Treinar a Magikarpa para ela evoluir era um martírio, mas a recompensa vinha.

Ufa! Achei que conseguiria fazer uma coisinha só, mas não consegui. É isso, gente. Não podia deixar esses 20 anos dessa série fantástica passar batido. Espero que vocês curtam esta minha pequena homenagem.

E vocês? Como pokémon entrou e/ou influenciou a vida de vocês? Deixem comentários aqui no site ou no facebook mesmo.

Um poké-abraço!

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